Governo cobra votação de projeto sobre saneamento básico
O governo segue reclamando da demora na votação, por parte da Câmara Municipal de Brusque, do projeto de lei que trata da criação do Plano Municipal de Saneamento Básico. A proposta está no Legislativo desde o ano passado e é item fundamental para o início de muitas obras no setor e que dependem de recursos federais.
Na sessão de ontem (29) do legislativo brusquense, a votação do projeto voltou a ser cobrada pelos vereadores que defendem o Executivo. Como Edson Rubem Muller (PP), que puxou o coro de criticas à demora na análise da proposta. "Tivemos já varias discussões nesta casa e o próprio Executivo já mandou uma modificação a ele. A pedido do prefeito em exercício gostaríamos de pedir um empenho às comissões para que este projeto seja votado" disse ele.
Roberto Pedro Prudêncio neto (PDT) disse que as comissões não estão travando o andamento da proposta. O que ocorre, segundo ele, é que a subseção da OAB Brusque pediu que à Câmara que se faça uma discussão maior com entidades de classe para debater com mais detalhes o assunto. "O presidente da Ordem, Ricardo Viana Hoffmann, pediu que não votássemos até que esta comissão analise. Não tem nada travado e estamos aguardando esta requisição da Ordem dos Advogados" declarou o pedetista.
Valmir Coelho Ludvig (PT), líder do governo na Câmara, reiterou a necessidade de que a proposta tramite com mais agilidade. "Entendo que tudo pode ser feito, não tem problema, mas que não demore até por uma questão de prazos" citou ele na tribuna do Legislativo.
O vereador Eduardo Hoffmann (PDT) também reforçou a argumentação de que nada está sendo travado nas comissões. Segundo ele, existe uma movimentação para que os municípios ganhem prazo maior para se adequar ás exigências federais sobre o saneamento básico, com a criação do plano. "Com certeza os municípios, com sua confederação, vão estar prorrogando este prazo".
Para Alessandro Simas (PR), o prazo para a votação do projeto está sendo respeitado e muitos itens na proposta, como tarifas a serem cobradas, precisam ser discutidas com mais detalhes junto à população. "Vimos a preocupação de muitas pessoas ligadas a várias entidades sobre duvidas que surgiram. Sabemos que o plano é um assunto importante, polemico. Sabemos da criação de várias taxas que devem ser levadas ao conhecimento da sociedade" relatou.


